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Depois de quatro semanas parada – isso inclui não ir trabalhar, não ir à faculdade, não sair, não fazer nada mesmo! – tento voltar a vida. Aos poucos as coisas voltam pro seu lugar.

Penso que pra voltar a vida devo voltar a dar vida pra algumas coisas. Uma delas é esse blog. As vezes dou uma olhada nas estatísticas e vejo que mesmo que sem postar nada há cerca de quatro meses, ainda recebo algumas visitas diárias. Nem preciso dizer que com o tempo elas diminuíram, mas me espanta ver que não passa nem um dia sequer sem que alguém venha dar uma espiada.

Me sinto injusta seja lá com quem for de deixar na expectativa. Por esses motivos tento voltar.

Desde o início sabia que não seria fácil manter no ar esse blog e atualizá-lo com frequencia, mas vou dar mais um gás e tentar ir em frente.

Afinal, que mal me faz já que escrevo tanto (e aqui falo em quantidade, não qualidade)?

Enfim, tentando dividir mais uma vez meus pensamentos, devaneios, impressões e tudo mais que der vontade com quem ainda aqui permanece.

Compartilho então, alguém que faz parte da minha vida. Mesmo longe, amo essa pequena, Rosa. Filha de pai e mãe que amo. Me fazem morrer de saudades e virar uma babona.

Ela certamente já está muito maior que nessa foto, da última vez que a vi, mas sempre linda [e a cara do pai].

Má e Rosa

Eu e a Rosa. Julho 2009 - Fortaleza

 

 

Quando uma criança se despede da mãe e do pai sem data pra voltar
Ou quem sabe pra nunca mais voltar
A dor aperta e a realidade vem a tona mais uma vez
O choro não cessa
E o meu peito dói

O que eu tenho não faz mais parte de mim
Me sinto longe
Na direção errada
Com o futuro errado

Medo
Adrenalina
Tesão
Esperança

Todos os sentimentos se confundem
E resultam em lágrimas
Lágrimas que teimam em não cair

A ilusão
O mundo paralelo
A fuga da realidade

Era só mais um personagem
Personagem que não protagoniza o espetáculo
E que assim que desligarem as luzes
Ele desaparecerá da cena
E permanecerá apenas nas lembranças

Os figurantes acendem a fogueira
Que logo é apagada como se fosse um grande incêndio
Mas a brasa não se apaga

- Coloca mais papel!
O papel queima rápido
- Acaba com isso logo
Chuta de uma vez

Foi jogado ao vento
Que ele sopre para a melhor direção
Está voando

Marilia Cancelli
julho 2008

Diferente do ano passado, esse ano o Ministério Público do Rui Grande do SUl decidiu que não pedirá a proibição da Marcha da Maconha, prevista para acontecer no próximo sábado (9/5) na Capital.

Marcha pela legalização é nesse sábado em Porto Alegre

Marcha pela legalização é nesse sábado em Porto Alegre

Sempre tem um porém: a Brigada Militar irá ‘monitorar’ a Marcha, para garantir que não haja apologia ao uso, mas sim uma reivindicação pela legalização da Cannabis.

Nós, gaúchas e gaúchos, que desde o início do (des)governo Yeda sabemos bem como a Brigada Militar trabalha. Será mesmo que eles vão apenas acompanhar pacificamente a Marcha? Seria até curioso. Algum desavisado pode achar que a Brigada está participando da manifestação. Será que a madame do Palácio Piratini iria gostar?

Um homem, apontado por manifestantes como sendo agente da P2, o chamado serviço secreto da Brigada Militar (a PM gaúcha), usou indevidamente o nome da Carta Maior ao infiltrar-se, no último dia 30, em uma manifestação de servidores públicos contra o governo Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre e fazer fotos dos manifestantes.

Manifestantes identificaram "falso repórter" em ato do dia 30/04
Manifestantes identificaram “falso repórter” em ato do dia 30/04

O servidor foi surpreendido no ato por pessoas que conhecem a Carta Maior e que ficaram surpresas ao vê-lo portando um crachá (falso) da agência. A Carta Maior interpelará as autoridades responsáveis sobre o lamentável episódio que configura falsidade ideológica e documental, dois crimes previstos no Código Penal brasileiro.

Não é de hoje que servidores de órgãos de segurança disfarçam-se de fotógrafos no Rio Grande do Sul, identificando-se como profissionais de imprensa para espionar manifestações de sindicatos e movimentos sociais. Imaginem o estardalhaço que causaria um agente disfarçado da Abin ou da Polícia Federal “cobrindo” uma reunião do PSDB com um crachá falso da Folha de São Paulo…

O ato de hoje foi convocado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Rio Grande do Sul (FSPE/RS) e por um conjunto de outras entidades para denunciar o desmonte do Estado patrocinado pelo governo Yeda Crusius (PSDB).

Diversas categorias de servidores públicos concentraram-se em frente ao Gigantinho, onde estava acontecendo a assembléia geral do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato). De lá, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini, na praça da Matriz, para mais um protesto da campanha “Fora Yeda!”

Além do FSPE/RS, o ato público foi convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), CUT, CTB, Conlutas, Intersindical, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e diversos grêmios estudantis e DCEs.

Fonte: Agência Carta Maior

Senado mexicano aprova descriminalização do porte de drogas

 

Essa notícia com certeza tomaria diversas páginas e até capaz de jornais. Porém, na atual conjuntura do País, tal informação parece irrelevante.

 

Ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha

Ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha

Projeto de lei que prevê a descriminalização das drogas no México foi aprovado no Senado por 87 votos a favor e dez abstenções. Agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

Pela proposição, se alguém for detido pela polícia portando drogas consideradas “em quantidade” pelo projeto, será advertido e orientado a buscar ajuda para a dependência. Trata-se de uma proposição controversa do presidente Felipe Calderón que teve apoio dos dois principais partidos de oposição.

Pelo projeto de lei, não será punido portador de até 5 gramas de maconha, 500 mg de cocaína e também pequenas quantidades de heroína e meta-anfetaminas. O governo Calderón afirma que a lei permitirá focar esforços no tráfico em um País consumido pela violência contra o narcotráfico e rota de 90% da droga consumida pelos EUA.

Vale lembrar que o ex-presidente mexicano, Vicente Fox, propôs legislação semelhante em 2006, mas voltou atrás por pressão do então presidente dos EUA – e aliado – George W. Bush, contrário a qualquer flexibilização das leis para usuários de drogas.

No México, o tema ganhou apenas um mero registro nos principais jornais após a aprovação na semana passada, a portas fechadas – pasmem! -, para evitar o contágio. O Brasil aprovou lei semelhante em 2006, que prevê penas alternativas para consumidores de drogas.

Fonte: Folha de S. Paulo 04.05.2009

Aos poucos retomo aqui

As coisas estão corridas

Muitas atividades e pouco tempo

Mas me deixa feliz ver aqui que muit@s ainda visitam diariamente meu blog

Agradeço e espero que continuem por aqui

;)

Enquanto isso, sigam visitando os blogs amigos

Com pressa

Ultimamente, sem tempo pra escrever por aqui.

Explico..

Vem aí Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação Social

Em abril, no Rio Grande do Sul

Em alguns dias falo mais sobre.

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Miguezim de Princesa

Icrucificacao3
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Texto escrito por estudantes de comunicação da PUC RJ, o qual reproduzo e assino embaixo:

No domingo, 8 de março comemoramos o dia internacional da mulher. Comerciais de TV e promoções de lojas apontavam um grande dia de festa, em que todas as mulheres ganhariam presentes, o que já demonstra que tal dia tornou-se, assim como o Natal, dia das mães e páscoa, nada menos do que uma boa desculpa para o comércio varejista vender mais.
Por outro lado, uma das maiores instituições civis, se não a maior, a igreja Católica, nos mostra que não há muito à comemorar, pois não perdeu tempo em reafirmar sua opinião sobre a mulher, que parece não ter mudado muito deste a época de Eva. A mulher, segundo a igreja, é o pior tipo de criminoso que uma sociedade pode ter.
Por que tal afirmação? Bem, acredito que todos tenham lido, ou ouvido falar do caso da menina de nove anos que há três anos era continuamente estuprada pelo padrasto dentro da própria casa em Pernambuco. Como consequência acabou engravidando de gêmeos. Até para a opinião pública, esse seria o crime mais hediondo que poderia acontecer dentro de uma sociedade. Mas não para igreja. Para a igreja o pior crime foi o aborto realizado por médicos na menina que corria risco de vida e por lei tinha esse direito tanto pelo estupro quanto por sua condição de saúde.
Para a Igreja Católica apostólica Romana, na figura do Arcebisbo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que excomungou a menina, a mãe da menina e toda a equipe médica que participou do procedimento. Já não bastasse a excomunhão, uma equipe de advogados da Igreja prepara um processo civil contra a mãe da menina.
O mesmo bispo afirma que para a igreja católica “O ABORTO É PIOR DO QUE O ESTUPRO”. Por sinal o padrasto criminoso, apesar de ter confessado o estupro da menina e de sua irmã de 14 anos, não foi excomungado.
Voltamos ao início, e ao início falamos de Eva, a culpada. Depois nas bruxas queimadas nas fogueiras, nelas a igreja reapresentou seu veredicto para a mulher, culpada mesmo que se prove o contrário. E nos séculos de opressão, sob dogmas de obediência e servidão, a igreja nos relembra o lugar que ela acredita para a mulher na sociedade. Por fim, na última semana, a mesma igreja ao ter que escolher entre entre a menina estuprada e seu estuprador, escolheu o último, já que o crime de estupro não é considerado pela igreja um crime de excomunhão automática.
Por todas as razões acima citadas faço um pedido à igreja católica. Se de fato essa igreja acredita que um crime que legalmente só pode ser cometido contra a mulher (o estupro) não é tão grave quanto um “”"”"crime”"”"” que só pode ser realizado pela mulher (o aborto); se ela acredita que ser mulher por si só já é um crime (como tem demonstrado ao longo de sua história), então eu peço, imploro até. Em solidariedade àquela menina que desde os seis anos chorava sozinha sem que o arcebispo ou qualquer religioso fosse ao seu encontro lhe consolar, lhe socorrer, em solidariedade à ela eu clamo à igreja católica:
EXCOMUNGUE-ME!

legalizacao-aborto

Aos que desejam o mesmo: existe um procedimento legal dentro do Código Canônico (art. 751) através do qual podemos solicitar apostasia, com a retirada de nossos nomes do livro de batismo e dos registros oficiais da Igreja.

O site Em Dia Com a Cidadania lançou a campanha-movimento “Então, me excomungue”, endereçada à Santa Madre Igreja, tendo em vista o caso acima citado. Para participar, basta acessar o site e clicar no banner que está a direita da página principal, com um desenho do Papa BentoXVI que rola na internet espanhola.

A saber: eu não pedi minha apostasia pois nunca fiz parte da igreja católica (não fui batizada)

” “

“A felicidade não é uma estação de chegada, mas uma maneira de viajar”

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